O povo costuma dizer que ano novo é época de renovação. Particularmente, acho que sempre se pode renovar, refazer, recriar, e por que não no ano novo? As pessoas parecem ganhar um fôlego novo, uma vontade de fazer diferente, então, é melhor aproveitar o gás e dar aquela mudança.
Na primeira semana do ano, minha amiga Raquel e eu nos encontramos para o ritual anual de planejamento da vida. Com os caderninhos a postos, começamos a traçar metas, desejos, planos para o ano. Dentre eles, os clássicos de emagrecer (meu) e ganhar massa muscular (nosso), viajar bastante, caprichar nas línguas estrangeiras, trabalhar feito duas condenadas, mas com enormes sorrisos nos rostos e uma novidade na lista da Quel: repaginar o visual!

Adorei a ideia já de cara! Não apenas pelo fato de eu amar comprar roupas, bolsas e sapatos, nem tampouco somente pelo fato de a Raquel ser linda, ter um corpo perfeito pra tudo quanto é estilo, mas principalmente pelo desejo dela de mudar, de querer que as mudanças que vem acontecendo na vida dela de forma interior, sejam externadas. E é bom mudar algumas coisas, não é?
A gente às vezes se acomoda – e nem é só com relação a roupa, não – e acaba estacando num modo só. Se acostuma a só reclamar das coisas, ao invés de ir lá e fazer melhorar; se acostuma a só pegar o mesmo ônibus, quando existem outras 3 linhas que fazem o mesmo percurso; se acostuma a se acomodar, a querer seguir só aquela rotininha por medo de ousar, medo até de gostar que as coisas saiam de uma forma diferente daquela que críamos ser a melhor maneira de realizar algo. E no quesito vestuário, a gente também se acostuma a usar a mesma calça jeans e camiseta pra tudo, deixando de lado as inúmeras possibilidades de escolha e combinação disponíveis. Filosofia de vida à parte, com os planos de repaginar o visual da Quel, me senti como se fizesse parte da Oficina – sonha, Alice – e aproveitei muita coisa que aprendi por lá para a nossa primeira saída às compras.
O desafio era gastar pouco, comprar peças boas e versáteis, que atendessem às necessidades da Raquel, que trabalha em mil coisas diferentes, estuda e ainda anda muito a pé – por gostar e por economia também. Então decidimos dividir a mudança do guarda-roupa por etapas.
A primeira etapa consistia em ver o que se tinha no armário, jogar fora o que não fosse mais usável, para dar espaço para as novas peças. E assim, chegaríamos na fase 2, que foi a compra de um colete e 4 camisetas bem legais, que serviriam tanto para trabalhar quanto para ir à faculdade. Já de cara garimpamos coisas superbacanas no guarda-roupa dela e que ela nem lembrava que tinha, ou se lembrava, não dava o devido valor às peças. Como uma saia bem longa e com pegada folk, que estava guardada só fazendo volume na pilha de roupas, mas que com alguns ajustes simples, um cinto grosso e o colete por cima, virou um vestido toma-que-caia fabuloso.

O mais bacana disso tudo foi perceber que, ao final do dia, a Raquel já encarava com mais entusiasmo a mudança, além de já empregar alguns truques de combinação e até apostar em algumas ideias mais ousadas. E eu fiquei até pensando em investir mais nessa minha faceta de personal stylish, já que até a Deise, uma outra amiga, se beneficiou das dicas e toques no mesmo dia.