O que é o belo

Acho super estranho isso de aliarem sempre beleza ao tamanho do manequim que você usa. É como se fosse o reforço do mito de que mulheres plus size não podem se vestir bem como qualquer outra mulher. Interessante perceber que o mercado aos poucos tem acordado pra essa demanda, antes reprimida, percebendo o potencial desse público consumidor.

Algo que era apenas uma bandeira pessoal de algumas garotas, passa aos poucos a ganhar espaço nas araras, com coleções assinadas, com editoriais em revistas de moda renomadas. Foi-se o tempo em que as big gurls tinham de se conformar com as roupas horrendas e desproporcionais que as lojas e marcas faziam o ‘favor’ de vender.

Como exemplo dessas mulheres que se acham lindas e são super bem resolvidas com seus corpos, temos Flúvia Lacerda, modelo brasileira, linda e diva pra desmentir isso!

Esse post pode ser lido também no Lookbom, um spinoff do MocinhaFalante pra postar looks e outras modices. Sempre que algo interessante sair por lá, trago pra vocês.

Pra relaxar…

e se inspirar!!

Em breve

Apesar do aparente aspecto de abandono que se instalou por aqui, o blog continua vivo, hein! Acontece que outras atividades surgiram, além de outras ideias para trazer pra cá, então, em breve teremos algumas mudanças, temas que se tornarão fixos e até um diálogo mais declarado com o mundo da moda e do cinema.

Então, é só aguardar =)

Repaginada – parte 1

O povo costuma dizer que ano novo é época de renovação. Particularmente, acho que sempre se pode renovar, refazer, recriar, e por que não no ano novo? As pessoas parecem ganhar um fôlego novo, uma vontade de fazer diferente, então, é melhor aproveitar o gás e dar aquela mudança.

Na primeira semana do ano, minha amiga Raquel e eu nos encontramos para o ritual anual de planejamento da vida. Com os caderninhos a postos, começamos a traçar metas, desejos, planos para o ano. Dentre eles, os clássicos de emagrecer (meu) e ganhar massa muscular (nosso), viajar bastante, caprichar nas línguas estrangeiras, trabalhar feito duas condenadas, mas com enormes sorrisos nos rostos e uma novidade na lista da Quel: repaginar o visual!

Adorei a ideia já de cara! Não apenas pelo fato de eu amar comprar roupas, bolsas e sapatos, nem tampouco somente pelo fato de a Raquel ser linda, ter um corpo perfeito pra tudo quanto é estilo, mas principalmente pelo desejo dela de mudar, de querer que as mudanças que vem acontecendo na vida dela de forma interior, sejam externadas. E é bom mudar algumas coisas, não é?

A gente às vezes se acomoda – e nem é só com relação a roupa, não – e acaba estacando num modo só. Se acostuma a só reclamar das coisas, ao invés de ir lá e fazer melhorar; se acostuma a só pegar o mesmo ônibus, quando existem outras 3 linhas que fazem o mesmo percurso; se acostuma a se acomodar, a querer seguir só aquela rotininha por medo de ousar, medo até de gostar que as coisas saiam de uma forma diferente daquela que críamos ser a melhor maneira de realizar algo. E no quesito vestuário, a gente também se acostuma a usar a mesma calça jeans e camiseta pra tudo, deixando de lado as inúmeras possibilidades de escolha e combinação disponíveis.  Filosofia de vida à parte, com os planos de repaginar o visual da Quel, me senti como se fizesse parte da Oficina – sonha, Alice – e aproveitei muita coisa que aprendi por lá para a nossa primeira saída às compras.

O desafio era gastar pouco, comprar peças boas e versáteis, que atendessem às necessidades da Raquel, que trabalha em mil coisas diferentes, estuda e ainda anda muito a pé – por gostar e por economia também. Então decidimos dividir a mudança do guarda-roupa por etapas.

A primeira etapa consistia em ver o que se tinha no armário, jogar fora o que não fosse mais usável, para dar espaço para as novas peças. E assim, chegaríamos na fase 2, que foi a compra de um colete e 4 camisetas bem legais, que serviriam tanto para trabalhar quanto para ir à faculdade. Já de cara garimpamos coisas superbacanas no guarda-roupa dela e que ela nem lembrava que tinha, ou se lembrava, não dava o devido valor às peças. Como uma saia bem longa e com pegada folk, que estava guardada só fazendo volume na pilha de roupas, mas que com alguns ajustes simples, um cinto grosso e o colete por cima, virou um vestido toma-que-caia fabuloso.

O mais bacana disso tudo foi perceber que, ao final do dia, a Raquel já encarava com mais entusiasmo a mudança, além de já empregar alguns truques de combinação e até apostar em algumas ideias mais ousadas.  E eu fiquei até pensando em investir mais nessa minha faceta de personal stylish, já que até a Deise, uma outra amiga, se beneficiou das dicas e toques no mesmo dia.

Aproveitando espaços

Durante o ano passado, procurei casa para comprar, passei perrengues com os espaços diminutos e os preços altos do mercado imobiliário. Um dos principais dilemas: como otimizar o espaço do imóvel de modos a deixá-lo confortável, bonito e sem aquele aspecto de que está morando numa casinha de hamster. Por sorte, a casa que compramos e que ainda continua em reforma, é bem maior que uma gaiolinha, mas como sempre é bom otimizar os ambientes, mesmo que você more num local gigante – o que não é o meu caso -, saí buscando inspirações visuais, dicas de decoração e modelagem de móveis e baixo custo – porque, né, o bolso é o órgão mais sensível e o mais atingido na hora da reforma.

Dentre as páginas visitadas, encontrei este ótimo vídeo sobre aproveitamento de espaços dum apartamento de apenas 36m². Já imaginou sala de tv, quarto, cozinha e outro cômodos todos bem divididos e aconchegantes numa metragem tão reduzida?  Pois vale a pena conferir o vídeo e até aplicar algumas dicas no dia-a-dia ;)

Esse apartamento virou meu sonho de consumo! Já quero!

Então é ano novo…

Olha só! Novo ano! A primeira semana já está até acabando, mas um post como esse ainda é válido, creio. Um post para desejar aos leitores deste humilde e despretensioso blog (e dada a desatualização, bem descompromissado, até, hehe) muitas coisas boas nos próximos 357 dias que ainda estão por vir, com muitos filmes bons e momentos gostosos no cinema, muitas promoções de sapatos perfeitos, muito sorvete do que quer que seja (exceto fruta, porque, né?!), amizades e projetos legais, que estimulem a vida da gente e nos façam querer sempre mais, conexão boa e mais zona de free wi-fi, banho de chuva (menos quando a gente está indo trabalhar e é pego de surpresa por ela), promoções de livros com frete grátis, suas séries favoritas a preço de banana, que o regime dê certo e você consiga vencer a queda-de-braço com a balança. Que neste novo ano, a gente possa inovar e cumprir com as promessas na medida do possível, como ir à academia ou não se atrasar.

Vale, mesmo agora que tudo já começou, fazer uma listinha de tudo aquilo que a gente quer e precisa.

Enfim, que tudo seja perfeito e incrível para todos nós :)

Abraço e Feliz Ano Novo!!!

Matrix em p&b

Passeando por aí, vi esse video super bem bolado sobre como seria a Matrix nos tempos de cinema mudo. Genial!

 

via

Viver.Cinema

A sala escura. As poltonas. O aspecto ’stadium’. O cheiro de leve mofo que emana dos carpetes. A expressão da pupila ao se revesar entre midríase e miose. A vida que passa diante da tela, ou nem tanto. Amores que aparecem em meio à escuridao, como quem abre uma clareira numa mata densa e quebra toda a tensão. Gargalhadas e lágrimas. Mãos dadas, sustos divididos, piadas internas compartilhadas, mil referências presumidas. O barulhinho da pipoca e aquele cheirinho bom de manteiga colocada em máquina. Tédio. Emoção. Choro (contido ou não). Lembranças. Conhecimento. Excitação. Descoberta. Pessoas barulhentas. Pessoas que não veem o filme. Pessoas que se abraçam. Pessoas que se beijam. Pessoas apressadas. Pessoas que cochilam. Crítica, notícia, agenda, resenha, comentário, notinha, rascunho, recomendação, quantas estrelinhas. Inteira ou meia. Pesquisa. Imagem. Movimento. Imagem e movimento. Imagem em movimento. Movimento em imagem. Imagem do movimento. Movimento da imagem. Animação. Comédia. Romance. Terror. Suspense. Drama. Audio. Visual. Audiovisual. Morte. Vida. Viver.Cinema

A felicidade num comercial de margarina

Desde criança, sou viciada por propagandas, jingles, campanhas. Algumas vezes passo por besta quando comento um jingle ou campanha antigos do qual só eu lembro. E sabe o que eu gosto nas propagandas? Esse poder de criar um mundo com os mesmos elementos que o nosso, mas mais bonito, bem fotografado, com uma música fantástica e um roteiro bem amarrado.

Lógico que nem toda propaganda é assim e, óbvio, não saio decorando tudo quanto é comercial, né. Bom senso, oi?! Então, como ia falando, gosto disso de não apenas vender algo, a lá comercial das casas bahia, mas de falar de estilo de vida, de criar uma identificação com o consumidor. Não está entendendo? Exemplos então.

Sou só eu ou mais alguém lembra dos comerciais feitos pra Coca-light, que falavam de liberdade de escolha, de leveza e simplificar a vida, de assumir que você gosta de algo e não se importar com o que os outros dizem. Na minha cabeça fica passando o filminho da campanha, com aquelas imagens bem estilizadas, e talve a mnha paixão por design minimalista me faça adorar essa postura do ‘menos é mais’, da atitude e auto-estima higher, estilo próprio. E o mais legal dessa campanha é que o uso fático da linguagem fica velado, com aquele ar de “não estamos doutrinando ninguém, queremos quem se identifique com a gente”. E, sim, eu sei que mesmo assim a propaganda tem outros interesses, mas esse não é um post pra falar mal ou teorizar conspiratoriamente contra nada.

Voltando ao tema do post. Essa semana, vi um video da  campanha da Volkswagen em que ao invés de degraus, a escada tem teclas de piano que, quando pisados, emitem sons. A campanha tem o nome de Fun Theory e incentiva as pessoas a mudarem hábitos e serem mais felizes. A mudança de hábitos, como pode ser vista no vídeo abaixo, está em utilizar a escada convencional ao invés da rolante, que fica ao lado. Essa ideia foi posta em prática no metrô da Suécia e quer mostrar que a gente muda de hábitos quando quer e acha divertido, agradável, não quando é imposto. O que acho mais bacana no vídeo? A música feita pelos passantes que sobem as escadas em grande número. Vejam!

Há outros vídeos, que podem ser vistos no site funtheory.com , como o da ligeira que emite som quando um objeto é depositado dentro dela.

Pro alto e avante

up

Tem tempo que fui ver Up – Altas Aventuras (Disney-Pixar, 2009), mas ainda não sabia muito bem o que dizer sobre ele. Sabe aqueles filmes que você entra pensando que é uma coisa e quando o filme começa ele é essa coisa que você pensou que seria e é mais umas duas, três e até quatro coisas adicionais?

Pois. Up é daqueles filmes que vem despretensioso – a despeito do mote de se ter uma casa içada por balões, ele não se vende em momento algum como o blockbuster do momento, nem pretende ser isso mesmo – e ganha espaço, se aconchega pela sala, se sente confortável e mostra ao que veio.

O filme tem como personagens Carl Fredricksen, um senhor de seus 78 anos, fazedor de balões no parque e que recentemente ficou viúvo; Russel, um menininho escoteiro, de 8 anos, que faz o que for preciso para ganhar um novo brevê no uniforme; Kevin, uma ave raríssima que vive no paraíso das cachoeiras, e Dug, que é um cachorro que faaaaala.

Sem precisar de palavra alguma, Up inunda a sala com uma das melhores conceituações para o termo audiovisual, dando um show de referências cinematográficas e roteiro coeso. Com uma riqueza de detalhes visuais incrível e uma trilha incidental fantástica, ele é um daqueles filmes de se ver pegando na mãozinha de quem se gosta, pra poder segurar firme nos momentos mais emocionantes e pra poder espiar e saber que tem uma mão ali junto da sua e que felicidade existe para além das telas de cinema e óculos 3D.

Dar vida às horas mortas é outro trunfo do filme, além de conseguir harmonizar na tela várias cores com suavidade, aplicando aquele tom quase infantil às cenas, com delicadeza, mas sem perder a vivacidade. E o mais importante, sem se tornar enfadonho ao preencher a tela com o mar de azul celeste que perpassa todo o filme.

russel

Filme para rir, chorar, gargalhar, ficar com aquela cara de “owwwwnnn”, porque você imagine só a beleza da coisa. Ao invés de abandonar sua casa querida, construída com tanto amor ao lado de sua querida esposa Elle, Carl resolve fazer o que sempre soube de melhor: balões. Ele prepara milhares deles, ata-os a casa e parte para a aventura. Quem nunca sonhou voar com balões de gás? Ao menos diversão você vai encontrar.

Pra vida, esse seria o adjetivo que eu lançaria ao filme, um daqueles que a gente sai do cinema com vontade de ver de novo, com vontade de comprar o DVD e até mesmo de ir em busca do nosso próprio paraíso das cachoeiras, porque penso eu que cada um de nós tem um lugar em que sonha estar para se sentir completamente realizado, para saber que viver valeu a pena.