Neuroses que o cinema me deu #3

Sempre que a TV sai do ar e a estática aparece, penso em Poltergeist e repito para mim mesma:

Haja o que houver, não vá para a luz, Carol Anne

Haja o que houver, não vá para a luz, Carol Anne

ele

ele

planos

sonhos

realidade

suspiro

ele

cheiro

desejo

beijo

ele

carinho

abraço

ele

sorriso

ele

amor

Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton

Até parece que foi semana passada que eu tive de reler os livros de Lewis Carroll para a disciplina de semiótica. Há quem não goste da narrativa com aquele psicodelismo todo e as sátiras que se perdem na tradução, da composição dos personagens, ou mesmo da condução dada por Carroll. No entanto, o que não se pode negar é a capacidade de se reinventar para o público que essa obra tem. Além das reedições impressas, muitas versões já foram feitas para o teatro e cinema.

Mundo maravilhoso

Mundo maravilhoso

A reinvenção da vez vem pelas mãos de Tim Burton e, pelas fotos que já saíram, perde a paleta clara consagrada pelas animações da Disney, e que para mim se assemelha mais aos desenhos feitos pelo próprio Carroll tanto no País das Maravilhas quanto no Através do Espelho.

Alice

Alice

No elenco estão Johnny Depp, como o Chapeleiro Louco, Helena Bonham Carter, como a Rainha de Copas, Anne Hathaway, como Rainha Branca, e Mia Wasikowska, como Alice.

Chapeleiro Louco

Chapeleiro Louco

Rainha de Copas

Rainha de Copas

O filme está sendo feito com a mesma técnica de captura de performance utilizada em Beowulf, computação gráfica e stop motion e tem previsão de estreia para 2010.

Rainha Branca

Rainha Branca

Twitter

twitterA tirinha acima, em português ficaria mais ou menos assim:

twitter_nao_le‘Você tem twitter? E para o que serve?’ Essas duas perguntas talvez sejam as mais recorrentes quando se trata de saber algo do pequeno passarinho. E as reposta são ’sim, tenho‘ e ’só sabe usando’.

Como o querido Raphael Santos falou outro dia, ‘prove antes de achar ruim’. E o twitter tem se mostrado servir para muitas coisas, a tantos senhores quantos surjam. Interação, entretenimento, divulgação, rede social, ferramenta de marketing. Tanta coisa. Então, além de provar, invente uma forma de uso e dissemine entre seus seguidores. #ficadica

Para seguir: http://twitter.com/georgiacruz

Vida de cão

Tem dias em que você é colocada diante da maldade humana. Hoje foi um dia desses. Circula na internet um vídeo em que um demente cara espanca um cachorrinho até a morte. Pouco tempo depois da ampla indignação quanto ao vídeo, principalmente no twitter, o youtube retirou as imagens do ar. Há cópias dele ainda na rede, mas não colocarei aqui, por serem muito chocantes e não acrescentarem em nada.

No vídeo, uma pessoa filma e dois jovens conversam entre si, um cachorrinho aparece ao fundo, nitidamente querendo brincar. Um deles pega um pedaço de madeira e começa a bater no pobre animal, que em pouco tempo começa a sangrar. Confesso que não consegui terminar de ver o vídeo, o estômago embrulhou e a indignação tomaram conta de mim. Os jovens, segundo a produção do Datena, são de Quintão/RS e são maiores de idade! Punição para eles já!!!!

Que mundo é esse, gente? O que faz alguém cometer um ato de tamanha brutalidade contra um animal? E o pior, publicizar tudo como se fosse a coisa mais interessante do mundo!!!

As respostas para essas perguntas eu não tenho, mas suponho: maldade. Pura e simples maldade. Só isso explica atos como esses e tantos outros. E o que me dá mais raiva/tristeza/indignação é fazerem isso com um animalzinho, um ser indefeso, inocente. Isso me lembra quando começaram a matar gatinhos nos campi da Uece e da UFC, em que mais de 20 gatinhos apareceram mortos.

Tais atos são qualificados como crime ambiental. Não sei vocês, mas eu sou muito descrente com relação às punições aos crimes contra a natureza, seja pela morosidade da coisa, seja pela pena pífia, seja por saber que na maior parte dos casos o criminoso arranja uma brecha e se safa, ou consegue pagar fiança…

Toda essa história me fez pensar na importância do trabalho da APATA, que resgata e cuida de animais de rua, doentes, abandonados e vítimas de maus tratos. É uma galera que trabalha para evitar a ação danosa de pessoas como as descritas acima.

Torço para que atrocidades como essa de hoje se tornem raras e que os responsáveis sejam punidos do modo mais severo possível.

Shopping Aldeota e sua sina

Vem um empresário e tem a grande ideia de construir um shopping. Ele arranja sócios, locatários, enfim, o escambáu necessário para se estabelecer como empreendimento comercial desse porte. As obras começam e finalizam, as lojas todas são montadas, tudo lindo, vem a inauguração.

Até aí a história do Shopping Aldeota, em Fortaleza, é semelhante com a de qualquer shopping em qualquer lugar do país.  Se não fosse por um fato curioso e até meio macabro. As pessoas escolheram o shopping do senhor empresário do parágrafo de cima para cometer suicídio.

Há quem diga que as pessoas que se matam lá vão até o andar mais alto, em geral, esperam nenhum guarda estar olhando e se jogam. Como há uma operação abafa quanto ao fato, a gente não sabe ao certo que acontece lá, tanto por questões comerciais quanto por um acordo tácito de imprensa que prefere não divulgar esse tipo de morte.

Por mais que evitem a divulgação, sempre se sabe do que aconteceu por lá, e é inevitável a falta de espanto ao saber de um novo suicídio:

“- No Aldeota? De novo?”

Por mais triste que seja, a coisa virou lugar-comum, não se pergunta sobre os motivos de alguém querer se matar, isso nem importa tanto no final das contas após todo o estardalhaço provocado por uma morte publicizada. O que realmente se pergunta é o porquê de ser naquele shopping, que sina é essa que ele tem, que fez com que hoje, dia 30 de junho, mais uma pessoa quisesse ir até lá tirar a própria vida.

Você sabe quem é o monstro do guaraná?

Pois veja o vídeo:

Brincando de casinha

Casa nova recém comprada e as ideias pipocando na mente sobre o que fazer. É piso, é textura de parede, móveis, detalhes e mimos. Ufa, monte de coisas para visualizar e ajustar para deixar meu cantinho com a minha cara.

Já pensou em montar sua casa, escolher os móveis novos do quarto ou mesmo só passar o tempo lembrando dos tempos de criança e brincava de casinha?

Assim como montar a planta, ainda é possível escolher os objetos de decoração, ver sua disposição nos ambientes e até imprimir o resultado final. Brinque de decorar com o simulador.

decorar_brinque

Outra pedida é o simulador em 3D. Além de tudo que o anterior possibilita, ele tem a noção de perspectiva. Não é o máximo?

3d_decore_1

Ah, para funcionar é necessário instalar o Unity Web Player .

Recadinhos de banheiro

Estava eu no banheiro do shopping lavando as mãos e me olhando no espelho quando me deparo com um recadinho no porta papel-toalha: “duas folhas são suficientes, papel de alta absorção, por favor seja consciente”. Daí lembrei do banheiro do trabalho, com suas plaquinhas metalizadas nas cabines com as seguintes inscrições “deixe eeste ambiente da maneira como gosta de encontrá-lo” e “o papel da universidade é suprir, o nosso é poupar”.

E isso começou a gerar uma série de lembranças dos banheiros por aí e suas plaquinha pretensamente gentis. Sim, pretensamente, pois aquele recado já está ali por alguma razão. Lógico, vocês dirão, a óbvia é tentar que as pessoas achem bacana a cortesia e ajam civilizadamente. A outra diz respeito ao fato de que algo ruim já ocorreu. E não é só banheiro.

Lembro da época de estagiária, em que as pessoas sempre desligavam um estabilizador por engano e um recado letras garrafais pedia que tivessem atenção e ao final terminava com “muito obrigada”. E todos esses exemplos me remetem a atitudes passivo-agressivas. Atitudes de quem já se indignou com algo a ponto de deixar isso por escrito na vã tentativa de que não se repita.

E por falar em passivo-agressivo, atire o primeiro post-it quem nunca deixou nem que seja uma notinha do gênero pra alguém. Aquele pedacinho de folha de caderno rabiscado em caixa-alta, um twitt, um sms, vale qualquer coisa. Tem até site só para reunir coisas desse tipo, é o passive-agressive notes.Vale a pena conferir um pouco da indignação alheia e rir das situações mais diversas possíveis. Dá ainda para mandar sua contribuição para o site. Vi no Fila A.

Neuroses que o cinema me deu #2

Sempre que pego um caminho, trilha ou algo que o valha a pé, me imagino n’O Mágico de Oz.

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